DIVERSIDADE NA PASSARELA? OK. E, NOS OUTROS LUGARES?

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DIVERSIDADE NA PASSARELA? OK. E, NOS OUTROS LUGARES?

 Nunca dei muita importância a desfile de moda. Até porque sempre vi aquilo como algo inatingível para meros mortais como eu e, grande parte das mulheres. Em tudo inadequado ao biotipo e ao bolso da maioria das mulheres. Mas, tenho percebido uma mudança, pelo menos em relação ao biotipo, que começou devagarinho com a inclusão de modelos negras e, está aos poucos se espalhando pelas grandes grifes. Sim. Finalmente, perceberam que o mundo feminino não se restringe a mulheres jovens, magérrimas, altas e sem qualquer deficiência física! Na 44ª edição da São Paulo Fashion Week vimos modelos de diferentes raças e etnias, altas, baixas, magras, gordas, jovens, idosas, transgênero, curvilíneas, albina e deficientes físicas. Enfim, uma festa com gente linda em todas as suas diversidades! E trazendo roupas  mais  “usáveis”. Não sei se por necessidade de adaptação à realidade para sobreviverem financeiramente ou por pressão das redes sociais, a moda, a exemplo da publicidade e da indústria da beleza, está sendo obrigada a abraçar a diversidade. Em entrevista à revista Marie Claire, a cantora Iza disse “A diversidade tem que ser pauta em todos os lugares e, não só na moda. É muito importante discutir sobre isso, principalmente num lugar em que a ditadura da beleza sempre foi muito imperativa sobre tamanho, shape de corpo, cor, casting… Então é muito bacana quando marcas se atentam para isso e começam a desconstruir essa história, mostrando que tudo é bonito e que todos podem desfilar.”. Concordo Iza, a diversidade tem que ser vista com normalidade e não como objeto de manchete ou de exceção,  em todos os segmentos da sociedade. Pode demorar, mas chegaremos lá!!!

 

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