GRAVIDEZ PRECOCE É PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA?!

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Vocês sabem quantas meninas, entre 10 e 14 anos deram à luz no Brasil, entre 2005 e 2015? 305 mil !! E, o mais grave é que a taxa de natalidade entre mães nessa faixa etária não tem caído, ao contrário da tendência geral do país, que observa redução da fertilidade. Isso ocorre em todo o país, com maior incidência na região norte. Apesar de ocorrer em diferentes grupos, a gravidez na nessa faixa etária está associada diretamente com baixa renda, baixa escolaridade e pouca perspectiva de futuro. Ou seja, o grupo com maior vulnerabilidade social. As principais causas da gravidez precoce devem-se a vários fatores diferentes, entre eles:

  • Desinformação sobre o uso correto dos métodos contraceptivos;
  • Conflitos no ambiente familiar;
  • Outros casos de gravidez precoce na família;
  • Primeira menstruação muito cedo;
  • Baixo nível financeiro e social;
  • Estupro, na maioria das vezes, por pessoa próxima.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gravidez é considerada precoce quando a menina engravida na adolescência, entre os 10 e os 19 anos. Segundo eles,  é grande a parcela da população jovem que ignora a existência de métodos contraceptivos ou, simplesmente, conhecem mas não os adota. Com isso, observa-se o aumento de  doenças sexualmente transmissíveis, além da gravidez indesejada nessa faixa etária. A OMS considera a gravidez precoce um problema de saúde pública uma vez que causa riscos à saúde da mãe do bebê e tem impacto socioeconômico, pois muitas das grávidas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para conseguir emprego. Entre os riscos à saúde física estão prematuridade do bebê e baixo peso, morte pré-natal, anemia, aborto natural, má formação do feto, rompimento precoce da bolsa d`água, pré-eclâmpsia, eclâmpsia e risco de ruptura do colo do útero. Existem também os riscos à saúde emocional como problemas afetivos entre a mãe e o bebê, diminuição da autoestima da mãe, depressão pós-parto. Além disso tem as consequências socioeconômicas da gravidez precoce que são baixo nível de escolaridade em função do abandono dos estudos o que, acrescido da maternidade, dificulta a colocação no mercado de trabalho e, a rejeição por parte da sociedade, que as discrimina ao invés de acolhê-las

Como reverter esse quadro? Somente com ações conjuntas público/privada, nas áreas de educação, saúde e social, que  devem ser feitas, com seriedade, objetividade e isenção de preconceitos. Nossas crianças e adolescentes não merecem isso?

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FONTES: http://brasilescola.uol.com.br/biologia/gravidez-adolescencia.htm

https://www.tuasaude.com/gravidez-precoce/

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/28317-gravidez-na-adolescencia-tem-queda-de-17-no-brasil

https://nacoesunidas.org/gravidez-na-adolescencia-e-mais-frequente-em-grupos-de-maior-vulnerabilidade-social-diz-oficial-do-unfpa/

2 Comentários

  1. Tunecas Ernesto disse:

    Gostei da informacao.

    • MulherSemRótulo disse:

      Obrigada. É sempre bom saber que estamos cumprindo nosso objetivo de informar, debater e questionar sobre tudo que se refere a preconceitos, violências e discriminações às mulheres.

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