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A diferença entre “pai solteiro” e “mãe solteira” está no sexo, gênero ou opção sexual? Não! Vai muito além. Entra no campo do preconceito. O estigma dado pela sociedade à “mãe solteira” beira à discriminação, o que não ocorre com o “pai solteiro”. Por que isso acontece? Isso vem da ideia enraizada na sociedade de que uma mulher não pode ser feliz, estar completa a não ser que tenha uma “família tradicional” constituída. De que, não pode ter filhos fora de um relacionamento considerado “ideal”. Segundo o IBGE, entre 2005 e 2010, o Brasil ganhou 1,1 milhão de mães solteiras e, tinha 11,6 milhões de famílias de mulheres sem cônjuge e com filhos. Penaliza-las por quê? Por terem engravidado na ilusão de um relacionamento duradouro, que ao final mostrou um pai que não quis assumir a responsabilidade? Ou porque optaram por uma “produção independente”, por não terem mais tempo para esperar encontrar o pai ideal para seu filho, entre outros motivos. Ou ainda, por terem engravidado sem medir as consequências do ato sexual sem proteção? Ou por imaturidade? Será que não basta a esses preconceituosos, as dificuldades que, com certeza, elas encontram ao longo desse caminho solitário e árduo; os momentos em que olham para  o(a) filho(a) e sentem o quanto dói para eles também, sentindo-se culpadas?  Independente de como ou porquê, todas são mães que assumiram seus filhos em “carreira solo”. A “mãe solteira” tem uma responsabilidade dobrada por cumprir dois papéis – de mãe e de pai. Não ter mais ninguém para passar a bola, de chegar a um nível insano de exaustão, de acontecer algo consigo e ficarem sozinhos, sem poder pedir ajuda. Assumir, muitas vezes, a responsabilidade de manutenção da família. E, ainda passarem por situações constrangedoras para elas e os filhos, como por exemplo, ao matricular a criança na escola e, ao colocar estado civil solteira, ser olhada com certo desprezo e, ouvir comentários como “Ah, você é mãe solteira?”. Desde quando “mãe solteira” é estado civil? E, nas festinhas na escola ou nas dos amiguinhos quando chega sem um companheiro, sempre tem alguém que olha com certo desprezo, como se ela tivesse um cartaz colado na testa “mãe solteira”. Muitas vezes essa discriminação vem de pessoas próximas e, da própria família.” Fulana é “mãe solteira…? E, para encerrar, vamos lembrar que o povo pode até chamar preconceituosamente, de “mãe solteira“, mas os filhos chamam carinhosamente, simplesmente, de mãe.

 

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