VAMOS FALAR DAS CRIANÇAS INVISÍVEIS?!

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DE INVISÍVEL À VISIBILIDADE!
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Vamos falar das crianças? Mas, das crianças invisíveis! Vocês sabiam que oficialmente, quase 2,5 milhões (creio que muito mais) de crianças e adolescentes estão, atualmente,www fora da escola? E que esse número afeta principalmente as crianças mais “vulneráveis”?  “Essas crianças que estão fora da escola são exatamente as que mais precisam porque em geral são as deficientes, as mais pobres, e que moram em lugares mais ermos.”, diz Priscila Cruz, presidente executiva do Todos Pela Educação. Sabiam que dados do Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil apontam que 17,3 milhões de crianças até 14 anos vivem em domicílios de baixa renda, dos quais 5,8 milhões em situação de extrema pobreza? “Há uma relação entre esses indicadores e as vulnerabilidades sociais. É preciso olhar para eles com atenção aos detalhes, com uma lupa. O Brasil é um país muito desigual e as crianças acabam sofrendo as consequências da desigualdade”, comenta a administradora executiva da Fundação Abrinq, Heloisa Oliveira. Sabiam que 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes? E que  a subnotificação é grande e o perigo, muitas vezes, mora ao lado? Em metade das ocorrências envolvendo menores, há um histórico de estupros anteriores? Sabiam que há milhares de crianças vivendo nas ruas em situação de total abandono? Não encontrei sequer uma estimativa sobre essas crianças ao nível de Brasil, embora tenha pesquisado muito. Por que será? Abandonadas, descartadas, rejeitadas e jogadas fora, sofrem grandes privações e violações de direitos, com pouca ou nenhuma consideração. Essas crianças estão escapando da pobreza, de moradias inadequadas, famílias desestruturadas, violência doméstica, desalojamento, desastres naturais, conflitos e verdadeiras guerras em comunidades. Elas tomam as ruas porque não há outro lugar para onde ir. Uma vez nas ruas, elas sofrem discriminação e estigmatização.“Crianças em situação de rua, frequentemente tendo escapado da violência, encaram um alto risco de serem sexualmente exploradas. Esse círculo vicioso de abuso tem que acabar através de uma abordagem efetiva na prevenção dos mau-tratos em todos os setores, inclusive nas famílias”. Segundo Maud Boer-Buquicchio, relatora especial da ONU sobre venda e exploração sexual de crianças.

Não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento.”  Albert Camus.

Já disse aqui que não sou favorável a um único dia para lembrarmos de descriminações que ocorrem diariamente. Perdoem, mas não vejo o que comemorar no “dia das crianças”. Porque, enquanto houver uma única criança passando pelas situações acima e outras tão degradantes como, só nos resta lutar e dar voz a esses seres, lembrando aos governantes que não há crianças invisíveis e, que a vida de todas, sem quaisquer discriminações, é importante para um futuro sem violência e com dignidade.

 

Fontes:

https://nacoesunidas.org/abandonadas-e-descartadas-mais-de-150-milhoes-de-criancas-vivem-nas-ruas-alertam-especialistas-da-onu/

https://www.fadc.org.br/

https://www.brasil247.com/pt/247/alagoas247/148314/30-dos-moradores-de-rua-s%C3%A3o-crian%C3%A7as-e-adolescentes.htm

https://g1.globo.com/educacao/noticia/brasil-possui-quase-25-milhoes-de-criancas-e-adolescentes-fora-da-escola-diz-estudo.ghtml

https://www.todospelaeducacao.org.br/

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2017/03/21/internas_polbraeco,582296/quase-6-milhoes-de-criancas-vivem-em-situacao-de-extrema-pobreza.shtml

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