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DE CATADORA DE LIXO À EMPREENDEDORA INSPIRADORA!

Vanessa e as filhas

Amo histórias de mulheres que deram a volta por cima, que chegaram ao fundo do poço e usaram como mola para voar alto. Sabem por quê? Elas nos inspiram! Vanessa Vieira Yahia Berrouiguet, 44 anos, é uma dessas. Vamos ver um pouquinho da história dela?

Vanessa levava um vida de classe média. Mas, ao ficar viúva, em 2012, sem pensão e reserva financeira, nem ajuda da família do marido, francês, que a discriminava por ser “negra”, manteve as duas filhas, durante dois anos, fazendo bico como faxineira, atendente, entre outros. Conseguiu emprego fazendo pesquisas por telefone. Mas ao ser demitida e, sem condições de pagar o aluguel, foi despejada, indo morar em um cômodo, nos fundos da casa da irmã, no Capão Redondo, São Paulo.

Vanessa Vieira Yahia Berrouiguet

Para sobreviver, fazia faxina, passava roupa e outros trabalhos, quando surgiam. “Minhas filhas iam dormir com fome e acordavam com fome. Um dia, a escola da caçula me chamou, queriam saber por que ela andava faltando tanto, estava tão magra e pálida… Falei a verdade: tinha dias que, por não comer, não tinha nem energia para levá-la lá. Aquilo me balançou muito. Pensei que elas não podiam sofrer assim. Fui para casa, peguei o meu Corsinha e resolvi catar lixo nas ruas para reciclar. No começo, tirava R$ 7. Com o tempo, passei a tirar R$ 140 por semana. Recolhia o lixo de noite e, durante o dia, lavava e separava para vender . Com esse trabalho, conseguimos voltar a comer.” Relata Vanessa ao site https://estilo.uol.com.br.

Vanessa na rua onde fica o bazar Mont Petit.

Um dia, uma barra de ferro caiu em cima dela, que  ficou com um desvio na coluna com risco de perder movimentos, o que a impossibilitou de fazer esforço físico. Para obter algum dinheiro, vendeu o resto de lixo que tinha. Quando o dinheiro acabou, entrou em desespero. Ao subir na laje de seu cômodo para chorar, deu de cara com várias sacolas com roupas, bolsas e sapatos, da sua mudança, das quais havia até esquecido.Teve a ideia de fazer um ‘família vende tudo’. Lavou e passou tudo. Na garagem, da casa da irmã montou um bazar. “Queria conseguir, pelo menos, R$ 50 para comprar arroz. Na hora de abrir, ninguém apareceu, mas, quando deu 11h30, o lugar estava cheio de gente. Fiquei em choque e  chorei. Minha filha mais velha me empurrou para dentro de casa e, ela e a irmã começaram a atender os clientes. No fim do dia, tínhamos juntado R$ 1.050. Para mim, foi como se fosse um trilhão de reais. Fomos direto para um supermercado. No meio do mercado, eu chorava e agradecia a Deus por lembrar de mim.

Vanessa e as filhas

Era meu sonho de consumo poder fazer uma compra como aquela. Aquilo me devolveu a cidadania conta Vanessa. Ela passou a reinvestir o que recebia em mais peças usadas. Fez uma plaquinha com o nome Mon Petit [meu pequeno, em francês], em homenagem ao seu marido. Em 2016, começou a ter ajuda do Projeto Base Colaborativa para profissionalizar o bazar. “Estamos indo bem. Construí uma casa sobre a garagem. Agora, ninguém mais me despeja. Dentro de mim tem crescido um  incômodo: quero ajudar outras pessoas a não passarem pelo que passei. Estou com o rascunho de um projeto social. Em vez de dar cesta básica, quero compartilhar conhecimento e ajudar na preparação profissional.” Por causa dele, Vanessa será uma das palestrantes do evento “O Poder da Colaboração”, que acontece no Campus São Paulo do Google, na terça-feira, 31/10.

E aí pessoal, não é uma linda história de superação? Compartilhe com aquela amiga que está precisando de um empurrãozinho!

 

Fonte: https://estilo.uol.com.br. Matéria de Adriana Nogueira

 

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