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Hoje, não contaremos uma história de uma mulher que superou dificuldades imensas e se realizou profissionalmente ou, tornou-se referência em determinada área. Não. Vamos contar o relato de um filho, 67 anos,  sobre a mãe. O que tem de especial? A vida de uma mulher vista sob a ótica masculina; de uma mulher que se realizou simplesmente, sendo mãe e esposa. Sim. Nós temos a liberdade de procurar nossa realização onde e como preferirmos! Ela, e sua família, criança ainda, no sertão da Paraíba foi obrigada a servir, sob ameaça,  Maria Bonita, e o bando de Lampião. Casou-se aos 12 anos com um homem já idoso, em um casamento arranjado pela família. Poucos anos depois ficou viúva. Casou-se novamente e, como inúmeras outras famílias, veio do interior da Paraíba nos anos 50, em busca de melhores oportunidades no Rio de Janeiro. Sem condições financeiras, ela, o marido e três filhos menores, foram morar em um barraco, no alto de um morro. Dinheiro era artigo de luxo, uma vez que o marido, tentando a vida como pedreiro recebia pouco na época e, o que ela conseguia com algumas costuras, também pouco ajudava. Mas, ela, como boa “economista” e “estrategista” nata, fazia o pouco render. Quando as coisas pioraram, ela, já com sete filhos, recebeu uma oferta de ajuda da irmã: trabalhar como empregada doméstica na casa da irmã…Argh! Conseguiu junto a uma confecção, pegar peças masculinas para costurar em casa. Os filhos, cinco meninos e duas meninas, auxiliavam nos acabamentos e finalização para entrega. Posteriormente, ela conseguiu também, junto a uma fábrica de brinquedos, pegar jogos de soldadinhos que vinham em estado bruto e, com a ajuda dos filhos, pintavam todas as peças conforme o modelo recebido. Brinquedos que, para a tristeza dela, não tinha condições de comprar. Ela e os filhos formavam uma verdadeira “linha de produção”. Tudo, sem que ela, “pedagoga” nata, abrisse mão da educação escolar dos filhos e educação em casa. Um detalhe interessante: Quando os filhos brigavam, elas os colocava sentados um de frente para o outro, até que voltassem às boas. Sobrava tempo para brincarem, perguntei ao filho? “A falta de dinheiro nunca nos impediu de brincarmos, corrermos pelo morro, e tudo que a nossa criatividade permitisse”. O barraco deu lugar à casa. Os filhos já adultos alçaram vôo. Hoje ela é uma estrela no céu. Mas a união e o afeto entre eles, construído por essa mulher de fibra, permanece forte como na época da “linha de produção”!

Resiliência – para superar as dificuldades; Criatividade – para superar os obstáculos; Senso de equipe – para fortalecer o grupo e, amor – para não perder a ternura jamais. Mulher de fibra. Simplesmente, mulher!

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