NOVA LEI TRABALHISTA – VELHAS DISCRIMINAÇÕES!
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ESTRELA ALÉM DO TEMPO…AINDA!
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A Cientista Katherine G. Johnson

 Num tempo em que o negros eram obrigados a se amontoarem nos fundos dos ônibus separados por uma “correntinha da vergonha” dos brancos, que tinham praticamente, todo  o ônibus exclusivamente para eles; num tempo que aos negros eram reservadas escolas sofrivelmente equipadas; num tempo em que a mulher negra era “estigmatizada à serviços domésticos”, surgiram estrelas negras, que cujo brilho foi muito além!

A Cientista Katherine G. Johnson

Uma delas, a Cientista Katherine G. Johnson, foi vitimizada durante toda infância, adolescência pelo racismo extremo, nos EUA. E, em  boa parte da vida adulta também,  além da racial, pela discriminação de gênero e, por sexismo, por competir com excelente capacidade, na área tecnológica – programação de computadores – área ainda hoje masculina. Imagine nos anos 60?   Mas, como uma estrela além do seu tempo e, do nosso, ela não se deixou abater, brigou pelos seus direitos, se fez reconhecida e venerada pelo mundo da tecnologia. Conhecida como “computador humano” dentro da própria NASA – dominada por homens brancos, a cientista Katherine G. Johnson recebeu em 22/09/17, um, mais que merecido reconhecimento importante da agência. O prédio do novo laboratório de pesquisa computacional em Langley, EUA, foi inaugurado— e batizado —com o seu nome: Katherine G. Johnson Computational Research Facility. Ela foi uma das responsáveis pelo primeiro lançamento de um americano ao espaço. Foi personagem central do filme “Estrelas Além do Tempo” (que amo!!!).

cena do filme “Estrelas Além do Tempo”.

Em uma entrevista dada ao site da NASA, e gravada antes da cerimônia de abertura do prédio, Katherine falou sobre como se sentia ao receber o reconhecimento: “Eu acho que eles são loucos!”, brincou. “Eu sempre me empolguei com coisas novas, sempre gostei do novo. Mas deem crédito também a todos os que me ajudaram. Eu não fiz nada sozinha além de tentar chegar à raiz da questão e conseguir”.  Sobre a possibilidade de que os cálculos que levem o homem a Marte sejam feitos no prédio que leva seu nome, Katherine disse: “Eu me sentiria excessivamente honrada, enormemente honrada”. Inspiradora, ela ainda deu um conselho a quem se interessa por ciência ou está começando na área. “Faça o seu melhor, mas goste. Goste daquilo que você faz, porque então você fará o melhor”. Orgulho dessa mulher maravilhosa!!!

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