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Esse texto, publiquei há pouco mais de um ano. Tenho visto algumas declarações de pais, que penso, se encaixam muito bem no que falo aqui. Por isso resolvi republicá-lo. Me pareceu, infelizmente muito atual. 

” Acabei de ler o livro “A Sociedade dos Filhos Órfãos” de Sergio Sinay. Ele me fez refletir sobre crianças órfãos de pais vivos. Por quê? Conheci vários casos de órfãos de pai vivo. Pai que um belo dia, como aconteceu com o de uma amiga minha, saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou. Outra, que após a separação dos pais, simplesmente, o pai fez a partilha dos bens, mudou-se para outro estado e nunca mais se fez presente na vida dos filhos, ainda crianças. E, no caso de outra, após uma das inúmeras brigas com a mãe dela,o pai se disse “de saco cheio” e caiu no mundo. Ela me disse que não tem nenhuma lembrança boa, só lembranças ruins do pai. De agressões verbais, de bebedeiras, de mentiras e, de sumiços repentinos, sem justificativa. Pode até ser que ela tenha tido alguns bons momentos, mas com certeza, se houve, foram anulados pelo abandono. Essas crianças ainda são estigmatizadas por uma parte da sociedade preconceituosa que acha que ser filho de pais separados é quase um crime. Não os veem como boa gente por causa disso. Esse comportamento leva muitas vezes as crianças a inventarem mentiras para os colegas para justificar aquele ‘pai’ que nunca aparece nas apresentações do colégio, em nenhuma data importante. “Ele está viajando a trabalho”, “ele é marinheiro e está embarcado“, e por aí vai. Afinal, é incapaz de dizer: “Ele não veio porque não quis!” A realidade é que ninguém vai trazer a infância dessas crianças de volta. Um telefonema no Natal, um abraço no aniversário, ou em qualquer momento importante;uma repreensão nos momentos certos;  um elogio quando obtém alguma nota boa, ou vai bem num campeonato – como faz falta… como traumatiza… E, para piorar algumas crianças tem que conviver com o fato, como já vi, de que agora, seu “pai” é um super pai para outra garota. Sua meia-irmã tem pai, mãe, infância, família; para ela ele construiu uma casa enorme e deu toda a segurança, amor e presença que  ela nunca teve. Os novos irmãos não tem culpa. Direito a reconstruir a vida, todos tem. Direito a destruir a vida dos filhos, ninguém tem. Existe ex-mulher, ex-marido, ex-companheira(o), ex-namorada(o), até ex-sogra, mas nunca  ex-filha ou ex-filho!”

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