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QUEREMOS O PRIMEIRO LUGAR EM FEMINICÍDIO NO MUNDO?!

Afinal, por que vemos diariamente notícias de mulheres sendo mortas simplesmente por serem mulheres objetificadas por homens possessivos? O feminicídio é o desfecho mais comum de uma história de um relacionamento marcado por pequenos gestos e, atitudes de possessividade muitas vezes confundidos com ciúmes. E que evolui para agressões psicológicas, passando a agressões físicas. Em geral, é somente nessa última fase que a mulher se dá conta de estar sofrendo violência doméstica. É quando se dá conta que está vivendo um relacionamento abusivo. E o “companheiro”? Esse vai se fortalecendo à medida em que suas ações são aceitas com passividade. E a família? Muitas vezes não percebe ou quando percebe nem sempre dá o apoio necessário. E a sociedade? Essa ainda vê a mulher como “subalterna” ao companheiro, como culpada pelo relacionamento estar sofrendo turbulências. E a justiça? Para essa, a lei 13104/15 que tipifica o feminicídio como crime qualificado e portanto, hediondo e, a lei Maria da Penha que criminaliza a violência doméstica resolvem a questão. Só que não! O Brasil apresenta a quinta maior taxa de feminicídio do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Solução? Sinceramente, não sei. Mas, poderia sugerir algumas medidas:  educação,  mudança na ótica machista da polícia e da justiça, desvalorizando a mulher e a  prevenção. Qual o homem e mulher que queremos formar? Aí entra a educação. Ensinar desde criança que gênero, não tem a ver com dominação; que numa relação, o respeito tem que ser mútuo; que mulher não é objeto. Aliás, ninguém é objeto. Ninguém é dono de alguém. E isso deve começar em casa, continuar na escola e em toda a sociedade através inclusive, de campanhas educativas. Combater efetivamente a discriminação de gênero na polícia e no judiciário. Não bastam leis se as pessoas que as aplicam tem uma visão dos fatos distorcidas pelos seus preconceitos. No que toca a prevenção é necessário de imediato que as vítimas tenham voz, compartilhem com amigas(os) e familiares o que acontece. Reajam. Denunciem. A outra ponta, são as medidas protetivas. Mas essas ainda encontram entraves que só a mudança no comportamento machista da polícia e do judiciário podem destruir. Comportamento como um relato que recebi de um processo de lesão corporal grave, tortura e ameaça arquivados, sem que fosse concedida a medida protetiva. Não são poucos os casos de feminicídios cujas vítimas já tinham obtido medidas protetivas ou que os pedidos ainda não haviam sido atendidos.

Definitivamente, o que não podemos é ficar apenas lamentando sem exigir mudanças, sem fazer a nossa parte. Hoje o Brasil é o quinto. Vamos esperar sermos o primeiro nessa triste competição?

 

Fonte:

https://jeanecnascimento.jusbrasil.com.br/artigos/195132168/a-lei-do-feminicidio-ou-femicidio-serve-afinal-pra-que-o-que-podemos-realmente-esperar-desta-lei

http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/80317-conheca-as-medidas-protetivas-previstas-pela-lei-maria-da-penha

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