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INTOLERÂNCIA À LACTOSE? PODE. E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA?

Algumas crianças nascem com intolerância à lactose. Mas nenhuma criança nasce com intolerância a alguma religião. Isso é ensinado. Então, por que não ensinar a boa convivência entre religiões? Tem sido comum vermos casos de intolerância religiosa. E de intolerância de igrejas em relação às diversidades. Mas, parece que isso está começando a mudar. Li nessa semana, que o templo Kwe Cejá de Nação Djeje Mahin, de matriz africana, em Duque de Caxias, RJ, destruído em 2014 por um incêndio criminoso será reconstruído. Sabem por quem? Pela Igreja Cristã de Ipanema, que é evangélica e pelo Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio). E não é só isso. Li também que a Diocese de Nova Iguaçu, RJ, criou a Pastoral da Diversidade. De acordo com Cátia Cilene, presidente da ONG que organiza a Parada Gay no município, a iniciativa da Diocese é um marco na luta pelos direitos humanos.

Quantas guerras a história tem registrado por motivos de intolerância religiosa e, que continuam? Inúmeras. Aqui no Brasil, essa cultura ainda não é visível, mas sua prática, acaba se concretizando de formas diferentes. Não destruindo vidas, não demarcando regiões geográficas, mas destruindo dogmas, culturas, hábitos e costumes na vida pessoal e social das pessoas. Apesar de nossa Constituição garantir liberdade de crenças e práticas religiosas, percebemos grupos radicais provocando discórdias através da falta de respeito ao outro. Há espaço para todas as práticas religiosas. E, para aqueles que não  professam  religião alguma. Afinal, o ponto de intercessão entre as religiões é o amor ao “próximo”. E o “próximo” não está restrito a um grupo específico. Todos e cada um de nós é o “próximo”. O amor não escolhe padrões, não escolhe gênero, não escolhe raça, não escolhe classe social. O amor é universal em toda sua diversidade.

As boas notícias ainda são pontuais. Mas basta um pouco de boa vontade, de querer fazer, de humildade e serenidade para que elas se alastrem por todos os lados. Afinal, já temos problemas como desigualdade social, desemprego, preconceitos enraizados em nossa cultura patriarcal, violência e, tantos outros. Por que fazer da religião mais um ponto de discórdia, mais um problema?

 

Fonte:

https://extra.globo.com

www.ufal.edu.br

http://advivo.com.br

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