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AUTOMUTILAÇÃO DIGITAL, UM PEDIDO DE SOCORRO?!

Vocês sabem o que é auto-cyberbullying, ou automutilação digital? É a prática de postar, enviar ou compartilhar na internet mensagens abusivas sobre si mesmos, de forma anônima. Loucura? Ou um pedido de socorro? Por exemplo, alguém está enviando mensagens cruéis e você está deletando, e ninguém mais vê essas mensagens, mas você quer tornar público o que está acontecendo. Então, posta os comentários você mesmo, de forma anônima, em uma página onde outros possam ver e, talvez, oferecer ajuda.” É o que relata Justin Patchin, um dos autores de uma pesquisa recente com 5.593 estudantes, com idades de 12 a 17 anos nos EUA. Um em cada 20 estudantes revelou já ter praticado a automutilação digital. Entre os motivos citados pelos adolescentes entrevistados, está a busca por atenção e apoio. “Na maioria das vezes, estão à espera de uma reação, querem ver se alguém vai ajudá-los, como seus amigos vão responder. Eles apenas querem atenção de alguma maneira”, observa  Justin Patchin. Enquanto muitos dos meninos disseram que viam o comportamento como uma brincadeira e uma maneira de chamar a atenção, entre as garotas era mais comum citar depressão ou sofrimento emocional. Infelizmente, essa prática está aumentando entre os jovens. E em alguns casos, de suicídio, o que se achava a princípio ser cyberbullying era na realidade, também automutilação digital. “Em um deles, uma menina de 15 anos cometeu suicídio após sofrer bullying online  na escola. Depois, descobriu-se que muitas das mensagens abusivas haviam sido postadas por ela própria. Ela dizia que era feia e que deveria se matar”, relata Justin Patchin.  Por que será? Por que eles se refugiam nas redes sociais e, não compartilham “olho a olho” com amigos e familiares as situações difamatórias e cruéis de que estão sendo vítimas ? Onde estamos errando em relação a esses adolescentes? Será que está faltando diálogo? Não sei. Mas já está mais que na hora de procurarmos saber, não é? É um pedido de socorro, sim. Entretanto um entre muitos que estão ali representados. Alguns dirão: “É coisa de norte-americano”; “É frescura de filhinho de papai”; “coisa de babacas de classe média”. Não concordo. Julgar, estigmatizar, condenar é muito fácil, mas não resolve. É coisa de uma geração que precisamos entender, “chegar junto” e ajudar. 

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese

 

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