ANA – MAIS UM CASO DE VIOLÊNCIA QUE NINGUÉM VÊ.

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Ana, 24 anos, tentou compartilhar com a família a violência sofrida por parte do companheiro. A família não acreditou, afinal ele é tão legal com ela (na frente deles). Ana tentou registrar boletim de ocorrência de violência do seu companheiro. Não foi atendida porque não havia  marcas físicas do delito. Ana voltou para casa ainda mais fragilizada, com a autoestima no dedão do pé.Uma vítima perfeita para a perpetuação da violência doméstica. Ana estava sofrendo constante violência psicológica e abuso mental. As marcas são internas não aparecem num exame de corpo delito. Logo…

Casos como  de Ana não são manchetes em jornais. Porém, reflete uma realidade vivida diariamente por muitas mulheres. As autoridades policiais e a sociedade estão preparadas para atender e entender os diversos tipos de violência contra a mulher e, suas consequências?

Quando ouvimos falar em violência contra a mulher, pensamos logo em agressão física. Porém existem 10 outros tipos:
Violência emocional: Quando o companheiro agride com humilhações, desvalorização moral ou deboche público, diminuindo a autoestima da companheira;
Violência psicológica: Como restringir a ação, a decisão ou a crença da mulher;
Abuso mental: Há inclusive um nome para isso, “gaslighting”. O companheiro distorce os fatos e omite situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua sanidade;
Controle e opressão: Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, controlando o que ela faz, proibindo-a de sair, isolando-a da família e amigos, verificando mensagens no celular, etc.. Por sinal, a mais comum entre nós;
Violência moral: Falar sobre a vida do casal para outros de forma a expor a companheira, como por exemplo vazando fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança;
Abuso físico: Nem toda violência é espancamento. São considerados também abusos físicos a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher;
Forçar atos sexuais desconfortáveis: Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como por exemplo, a realização de fetiches;
Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obriga-la a abortar: É considerada uma prática de violência sexual e abuso;
Violência patrimonial: Ocorre quando o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra sua vontade, assim como guardar documentos pessoais dela; e
Violência ao patrimônio da mulher: É causar danos de propósito a objetos dela ou que ela goste.

Aceitar o rótulo de frágil é permitir ao nosso companheiro qualquer atitude que nos desmereça ou nos fira física, psicologicamente ou de outra forma qualquer.Denunciar ainda é o melhor caminho. Entretanto é necessário “abrirmos a cabeça” da sociedade e, principalmente daqueles que tem como obrigação nos proteger. E, vamos lembrar meninas: Só fazem com a gente o que permitimos que façam!

 

Fonte: http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justiça

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