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Um homem (cuja identidade foi preservada pela polícia), confessou ter assassinado a companheira, ontem 09/12, em Cascavel, PR, com socos e chutes. O motivo alegado por ele? A companheira o estaria traindo com um vizinho. Quantos casos de feminicídios já vimos em que o homem tenta se justificar, “culpando” a mulher?  Imaginem se todas as mulheres que fossem traídas pelos seus companheiros os matassem?! Sei não, mas acredito que a população masculina ficaria bem reduzida… Não importa se realmente ocorreu ou não a “traição”. Nada justifica um ato covarde e hediondo como esse.

Esse caso retrata bem como muitos homens vêem a mulher como sua propriedade vitalícia, ou pelo menos enquanto interessar a eles. Sim. Porque quando eles não tem mais qualquer tipo de interesse nas companheiras, as abandonam e metem o pé no mundo à procura de novas emoções. Certidão de casamento, contrato de união estável ou decisão pura e simples de compartilhar uma vida a dois, não equivale à escritura de propriedade unilateral do homem. Ele não está comprando um objeto que viu na loja e gostou. Mas que por qualquer motivo que não o atenda da forma esperada, ele se desfaz – nesse caso, mata. 

A decisão de viver junto se dá principalmente pela relação afetiva, atração, companheirismo, e por aí vai. Mas, “temos que aprender a levantar-nos da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido”, como disse Nina Simone. Insistir numa relação onde não há afeto é plantar em terreno infértil. Não estou incentivando a “traição”. Estou sim, afirmando que temos o direito de procurar nossa felicidade e homem nenhum, ninguém, tem o direito de impedir. A vida não tem botão de retorno. Persistir numa relação abusiva é perda de tempo! Achar que o sujeito vai mudar é ilusão. É esperar passivamente por um desfecho fatal.  Não está dando certo a vida a dois com aquele sujeito? Levanta da mesa! 

 

Fonte:https://www.noticiasaominuto.com.br/justica/487456/mulher-e-agredida-com-socos-e-chutes-por-companheiro-e-morre-no-parana

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