MULHERES E MENINAS SOFRENDO ESTUPROS COLETIVOS…

ANA – MAIS UM CASO DE VIOLÊNCIA QUE NINGUÉM VÊ.
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UM FEMINICÍDIO DE GRÁVIDA POR MÊS
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H* estava em casa, com seu marido e seis filhos quando mais de dez soldados arrombaram sua porta, mataram  seu marido e três dos seus filhos. Ela fugiu com os outros três filhos, correndo até um morro próximo onde outras mulheres da aldeia estavam escondidas. Mas os soldados as encontraram. Eles arrancaram a roupas de H*, amarraram suas mãos para trás. Enquanto  um segurava sua cabeça, outro suas pernas, o terceiro a violentava. E assim foram se revezando. Seus filhos, mesmo sendo agredidos pelos soldados, se recusaram a sair do seu lado durante o ataque. Imaginem os traumas que ficarão nessas crianças para o resto da vida? E para as mães que se acharão ao final de vítimas à culpadas? Esse é apenas um dos 29 depoimentos de mulheres e meninas rohingyas à agência de notícias Associated Press (AP), que revelam a prática generalizada e metódica de estupros  coletivos pelas forças de segurança de Mianmar. Essas sobreviventes das agressões sexuais hoje moram em diversos campos de refugiados. Segundo a Organização das Nações Unidas – ONU, as forças armadas birmanesas estão empregando sistematicamente a violação como uma “ferramenta calculada de terror“, destinada a exterminar o povo rohingya. Mais uma “limpeza étnica“.Somente a Médicos Sem Fronteiras tratou 113 sobreviventes de violência sexual desde agosto, um terço delas menores de 18 anos e a mais jovem, 9 anos. O Exército de Mianmar não respondeu aos diversos pedidos de informações da Agência de Notícias AP. Quando os jornalistas perguntaram sobre as denúncias de estupro coletivo durante uma visita organizada pelo governo a Rakhine em setembro, o representante do governo, Phone Tint, respondeu: “Essas mulheres afirmam que foram violentadas, mas vejam sua aparência. Acreditam que são tão atraentes para ser violentadas?”.

O por quê dessa violência? Podemos dizer que são várias as causas: Discriminação social, pois os rohingyas são considerados apátridas (sem pátria);  Discriminação étnica, já que os rohingyas são uma minoria muçulmana, não reconhecidos pelo governo como cidadãos; Intolerância religiosa, uma vez que a maioria budista birmanesa não tolera a minoria muçulmana. Mas as principais são a discriminação de gênero já que veem a mulher como objeto de uso pessoal e coletivo e, misoginia que é o ódio, desprezo ou preconceito contra mulheres e meninas que deram origem a velha cultura do estupro.

Tudo isso está acontecendo em pleno 2017. O que fez ou faz o resto do mundo para defender essas mulheres e crianças? NADA! Afinal, são só mulheres e meninas, não é?

Fontes:

https://www.uol/noticias/especiais/violencia-sexual-contra-rohingyas.htm#relatos-do-horror

https://www.terra.com.br/noticias/entenda-o-conflito-em-torno-dos-rohingya-em-myanmar,6612eba403f20cbb103f13b9508366f3ehlrhvux.html

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