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Tatit Brandão e Laura M. Baruffaldi

Tatit Brandão e Laura M. Baruffaldi estavam tomando café da manhã em uma padaria em Perdizes, São Paulo, no dia 23/12, quando foram interpeladas pela atendente: “Olha, dois clientes já foram reclamar com o gerente o incômodo que vocês estão causando.

Tatit Brandão e Laura M. Baruffaldi

Um deles, um senhor que estava com o filho e foi questionar que tipo de ambiente a padaria, que deveria ser um “ambiente familiar”, nesse momento está proporcionando. Então eu peço a delicadeza de vocês serem discretas…Não é preconceito por vocês serem assim, nem nada, me desculpa, não é por mal, eu também sou gay e faz tempo, desde os meus 11 anos. Tem alguns lugares que eu e sinto bem à vontade… no Vermont, na República, no Arouche… mas é que lugares como aqui é bem complicado… Sabe? Meninas, me desculpem mesmo, a padaria quer receber e agradar todo mundo, o gerente pediu pra eu vir aqui falar com vocês porque ele sabe que eu sou gay e aqui nunca sofri nenhum preconceito em relação a isso, eles me aceitam normal…”. O motivo? Elas são um casal, bem resolvido que enquanto conversavam, sorriam, se abraçavam, se beijavam, compartilhavam sonhos como qualquer casal que se ama e é feliz. Não é preconceito? É o quê? Ambiente familiar? O gerente quis dizer através da funcionária que família tem que ser um casal de heterossexuais? Isso não é preconceito? Quer dizer que se fosse um casal hétero conversando, rindo, se abraçando ou se beijando poderia? Seria “normal” num “ambiente familiar”?

Lendo a postagem delas o mínimo que senti foi vergonha. Vergonha dos clientes que reclamaram e do gerente. E pena da funcionária que ainda não entendeu que tem os mesmos direitos de qualquer pessoa. Porque ela é uma pessoa! Me pergunto em que incomoda a esses “fiscais da moral e dos bons costumes” a felicidade alheia. Será a incapacidade de ser feliz?

Somente após a repercussão do post da Tatit Brandão e Laura M. Baruffaldi nas redes sociais, a Padaria Delícia dos Perdizes publicou uma carta de retratação “por elas terem passado pela degradante situação de se sentirem erradas…”. Peraí! Elas não estavam e nem se sentiram erradas em momento algum. É uma parte da sociedade tão preconceituosa que até na hora de pedir desculpas reforçam seu preconceito.

Parabéns Tatit Brandão e Laura M. Baruffaldi por denunciarem! É dessa forma, expondo esses “fiscais da família” que poderemos ter um mundo melhor, onde a gente não sinta vergonha de gente.

 

 

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/padaria-de-sp-assume-culpa-apos-casal-de-mulheres-ser-vitima-de-preconceito.ghtml

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