SE NÃO É PRECONCEITO, É O QUÊ?
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Chuva forte é perigosa em qualquer lugar, a qualquer hora. Mas, tentar procurar abrigo pode ser mais perigoso ainda. Uma jovem de 18 anos, na noite de 22/12, em Sobradinho II, DF, foi pega de surpresa, por uma chuva torrencial e, um rapaz ofereceu abrigo na sua casa. Dentro da residência ela foi estuprada por dois rapazes. Policiais militares da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas) faziam patrulhamento quando encontraram a jovem que disse ter sido vítima de estupro coletivo. Os policiais foram até o local informado e apreenderam seis pessoas para averiguação. Elas foram encaminhadas à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). A vítima reconheceu dois rapazes como autores da violência sexual. O exame de corpo delito confirmou o estupro.

“Como uma moça entra na casa de alguém convidada por um desconhecido?; “Afinal quem tá na chuva é pra se molhar“, o que traduzido quer dizer “quem aceita entrar na casa de um desconhecido, não importa o motivo, está querendo sexo”. Com certeza, não faltarão julgadores que tentarão culpar a vítima. Julgar é tão fácil quanto perigosíssimo! A maioria das pessoas usam os próprios padrões para fazer julgamento dos outros. Se acha que a mulher é um objeto de uso masculino coletivo, vão julgá-las assim. Não importa a fragilidade do momento, não importam as marcas físicas e psicológicas que ficarão nessa jovem. Julgar os rapazes? Isso não. “Quem tem suas cabras que as prendam, porque nossos bodes estão soltos” – Já ouviram essa frase? Haja machismo. Haja discriminação de genero. Haja misoginia! Estupro em qualquer situação é hediondo, é crime e basta!

 

Fonte: https://www.metropoles.com/distrito-federal/seguranca-df/apos-socorrer-jovem-de-tempestade-adolescentes-a-estupram-no-df

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