CAMPEÃ NA LUTA CONTRA ABUSO SEXUAL, CRACK. FUTURA CAMPEÃ UFC!

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CAMPEÃ NA LUTA CONTRA ABUSO SEXUAL, CRACK. FUTURA CAMPEÃ UFC!

Priscila Cachoeira

“Fui maltratada por meu pai, ele disse que não era sua filha, ele fez coisas para me machucar. O engraçado é que eu ainda o tinha como ídolo. Eu joguei voleibol  mas fui tirada do time. Fui abusada pelo meu cunhado. Peguei meu namorado me enganando. Eu comecei a ir às festas todos os dias e conheci pessoas que usavam drogas. Minha vida mudou, deixei cair estudos e esportes. Foi assim que comecei a usar ‘loló’ (uma mistura de clorofórmio e éter), maconha, cocaína e crack. Passei mais de três anos usando crack. Meus bíceps eram do tamanho do meu pulso.Rezei pela saída, queria parar. Eu sabia que estava morrendo, sabia que estava me matando, mas não consegui parar.(…). Um dia, minha visão estava embaçada, estava desorientada.(…). Eu olhei para a porta e  vi que alguém estava vindo na minha direção. Eu reconheci o vestido e disse: ‘É minha mãe’. Os outros viciados ficaram assustados. Ela evitou as armadilhas que preparamos para policiais e disse: ‘ Vamos para casa ‘. Ela me deu um abraço e começamos a chorar. Os viciados voltaram, aplaudindo-a, dizendo: ‘Eu queria ter uma mãe como a sua. Não volte aqui’.

Priscila Cachoeira

 Saí daquele lugar e nunca mais voltei. Fui resgatada naquele dia “. Esse é o relato emocionante das dificuldades enfrentadas pela hoje, lutadora de MMA, Priscila Cachoeira, até sair das drogas. A princípio a luta era uma forma de ajuda na superação do vício. “Dois anos atrás, quando eu decidi que eu iria lutar, eu disse a meu irmão que eu me tornaria uma lutadora do UFC em três anos. Ele riu. ‘Você é louca, você nem sabe como socar.’ Ele meio que duvidou de mim. E aqui estou eu, dois anos depois. Quando eu prometo algo, eu faço isso “. Verdade.

Priscila Cachoeira

Em 03 de fevereiro, Priscila Cachoeira fará sua estreia no UFC contra a veterana Valentina Shevchenko em Belém, PA.

Sabem o que mais gosto nessas histórias de vida? Elas mostram que não existe fundo do poço quando pelo menos uma pessoa decide nos ajudar. E, principalmente, quando decidimos nós mesmos a nos ajudar. Cair é parte da trajetória. Uns mais fundo outros nem tanto. Uns levam mais tempo para se levantar, outros não e, outros não encontram força interior e exterior.Esses,não conseguem superar as barreiras de suas fraquezas e as críticas daqueles que só sabem julgar, julgar e julgar. O que falta? Empatia, nada mais.

 

Fonte: https://www.mmafighting.com/2017/12/26/16707018/priscila-cachoeira-improbable-journey-the-ufc

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