ASSEDIO SEXUAL NO TRABALHO: DENUNCIAR OU MANTER O EMPREGO?

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ASSEDIO SEXUAL NO TRABALHO: DENUNCIAR OU MANTER O EMPREGO?

Vocês já sofreram assédio sexual no trabalho? Ou mesmo em uma entrevista de emprego? É difícil encontrar uma mulher que não tenha em algum momento de sua vida profissional enfrentado alguma situação de constrangimento de um “chefe” ou mesmo colega de trabalho, através de insinuações, convites impertinentes, intimidação e contatos físicos forçados. E por que isso acontece com tanta frequência? Simples. Porque esses homens se sentem protegidos pela desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Existe lei que criminaliza condutas desse tipo. Entretanto a vítima é obrigada a fazer uma escolha: denunciar – com o risco de dar em nada e ainda ficar desempregada  ou, fazer “vista grossa” para manter o emprego. Provar esse tipo de assédio é difícil. Quem vai testemunhar? Além do mais a justiça ainda é patriarcal. A omissão, a passividade da vítima só torna o agressor mais forte e seguro. Quantos casos desses que acontecem rotineiramente com mulheres que não têm visibilidade, são mostrados na mídia?  E isso não ocorre só aqui. Nos últimos dias, várias atrizes, apresentadoras, cantoras e jornalistas norte-americanas famosas têm denunciado casos de assédio em locais de trabalho. Aí, o assunto ganhou visibilidade internacional. Afinal são “essas” mulheres que dão mídia. Até uma pesquisa foi realizada recentemente por uma universidade norte-americana mostrando que 6 em cada 10 das mulheres entrevistadas sofreram assédio sexual. Dessas 69% sofreram assédio sexual no trabalho. Outra pesquisa anterior, realizada no Reino Unido,  aponta que 53% das mulheres de lá, afirmam terem sofrido no trabalho ou local de estudo algum tipo de assédio sexual. Novidade? Não. Quais os números aqui no Brasil? Não encontrei nenhuma pesquisa sobre esse tipo de assédio. Por quê será? Fazer a lei penalizando foi um passo importante. Mas é necessário que a aplicação seja efetiva, não tão burocrática e mais ágil. Esse é um ponto. Os outros, tão ou mais importantes são a redução da desigualdade de gênero no mercado de trabalho e, a não objetificação da mulher. Mas isso já é bem mais difícil, concordam?

 

 

https://g1.globo.com/mundo/noticia/nos-eua-60-das-mulheres-sofreram-assedio-sexual-diz-pesquisa.ghtml

https://trt-10.jusbrasil.com.br/noticias/100607355/conceito-de-assedio-sexual-e-mais-amplo-na-justica-trabalhista

Assédio sexual no trabalho

 

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