NEM CRIANÇA DEFICIENTE MENTAL ESCAPA DA CULTURA DO ESTUPRO

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NEM CRIANÇA DEFICIENTE MENTAL ESCAPA DA CULTURA DO ESTUPRO

Raíssa Xavier dos Santos, 12 anos, deficiente mental, foi encontrada morta, com sinais de  estupro, num córrego em Guarujá (SP), em 21/01. Dois dias antes, foi preso o padrasto de uma menina de 7 anos que era estuprada por ele, em Campo Grande (MS). O flagrante ocorreu na semana anterior pela avó materna da criança, que viu o momento em que a menina saiu do banheiro e, em seguida, o suspeito.A avó teria esperado o momento de ficar sozinha com a menina, para perguntar sobre os fatos. O padrasto ainda exibia imagens pornográficas.

Raíssa Xavier dos Santos

Quantas vezes vejo comentários do tipocultura do estupro é invenção dessas feministas cheias de mimimi”, “também, as meninas estão cada vez mais cedo sexualizadas”, “o que elas querem usando essas roupas indecentes”, “elas não se dão ao respeito” e, por aí vai. Pior que não é só de homens, muitas mulheres ainda reproduzem essas falas. Trata-se de crianças, de vulneráveis. E aí? Vão culpar as vítimas? Vão justificar o comportamento desses monstros? 

A cultura do estupro existe desde sempre. Porque desde sempre, na sociedade, impera a cultura patriarcal. Desde sempre a mulher é olhada como objeto patrimônio do homem. Desde sempre a mulher é culpada. Desde Adão! A cultura do estupro não respeita idade, condição mental, não respeita coisa alguma. Já que para o estuprador a mulher, seja bebe, criança, adolescente ou até idosa, é sempre “uma coisa” criada para seu doentio prazer. Como parar isso? Mais uma vez digo, educando nossas crianças a se respeitarem mutuamente, sem discriminação de gênero. Se queremos que nossos meninos se tornem homens que respeitem as mulheres, que vejam as mulheres como seres humanos iguais; se queremos que nossas meninas não se vejam objetificadas, vitimizadas, aceitando posição de subordinação numa hierarquia criada pelo patriarcado; temos que começar em casa, a dar exemplos, não reproduzindo a cultura machista, mesmo nos mínimos gestos. De imediato, só resta que a justiça veja com mais profundidade e celeridade os casos de violência contra mulher; que a justiça seja mais humana e menos machista.

 

Fontes: https://www.noticiasaominuto.com.br/justica/513184/suspeito-de-estuprar-enteada-de-7-anos-confessa-o-crime

https://www.noticiasaominuto.com.br/justica/513228/crianca-com-deficiencia-mental-e-encontrada-morta-com-sinais-de-abuso

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