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“EU LUTEI MUITO PRA SER MULHER”

Daniela Auriema

“Ser trans é ter que se esforçar três vezes mais.No início, as pessoas te subestimam por ser transexual. Acham que não saberia fazer determinado trabalho. Hoje estou bem acostumada e sei que sou muito boa no que faço, na área de programação. Quando perguntam com o que trabalho, costumo dizer que sou uma garota de programa, mas eles nunca imaginam que seja (um programa) de computador.” Afirma a  engenheira de software é Daniela Auriema, de 36 anos.

Daniela Auriema

Ela lembra o dia exato em que trocou a calça social pelo vestido e quando passou a frequentar o banheiro feminino do setor em que trabalhava. “Começou a causar um burburinho”, conta. “Diziam que eu era um homem usando o banheiro feminino”. Daniela superou as barreiras do preconceito em relação à transgeneridade. Entretanto, Daniela Auriema é exceção. A regra no mercado de trabalho em relação às pessoas que não se identificam com o gênero de nascimento e, por isso, se reconhecem como travestis, transgêneros e transexuais, é bem diferente.

Essa realidade  começa na família, se estende às escolas e à sociedade num todo.Segundo um levantamento da Rede Nacional de Pessoas Trans (RedeTrans), 82% das mulheres transexuais e travestis abandonam o ensino médio entre os 14 e os 18 anos. O que leva a essa evasão escolar? As principais hipóteses levantadas pela pesquisa para justificar o abandono são a discriminação na escola e a falta de apoio familiar. Fala-se tanto em inclusão na área de educação. Matérias jornalísticas, leis, projetos, “o diabo à quatro”. Mas na prática o que se vê é ainda as “minorias” sendo excluídas do processo. No caso das  mulheres transexuais e travestis, sem opção, 90% delas acabam na prostituição. Os julgadores de plantão dirão: “Se prostituem porque gostam e querem” ou “Trans trabalhando aqui na empresa, não. O que vão dizer?” ou “Esse pessoal (trans) não tem capacidade” e tantas outras afirmações que refletem o preconceito enraizado. Se a empresa tem uma política real de inclusão e respeito à diversidade, o que dirão?

Kamila Carvalho

Que é um exemplo a ser seguido! Capacidade nunca foi e nunca será ligada ao sexo, gênero, identidade sexual ou opção sexual.

E essa discriminação existe em todos os lugares. É cultural. Kamila Carvalho, 30 anos, primeira musa trans da Escola de Samba do Salgueiro, no Rio de Janeiro, declarou recentemente ao site g1 “Você ser mulher, é ter atitude. Mesmo que eu tenha escolhido, você tem que vestir uma capa de uma coisa que pra mim foi tudo. Eu lutei muito pra ser mulher.”

 

 

Fonte: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/ser-trans-e-ter-que-se-esforcar-3-vezes-mais-moradores-do-df-contam-como-assumiram-identidade-de-genero-no-trabalho.ghtml

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2018/noticia/eu-lutei-muito-pra-ser-mulher-diz-1-musa-trans-do-salgueiro.ghtml

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