BRASIL DE VOLTA AO “MAPA DA FOME”?! ONU:FOME TEU NOME É MULHER!

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Há exatamente um ano, escrevi esse texto sobre a questão da desigualdade social na sua mais cruel representação – a fome. Hoje, 05 de dezembro de 2018, leio nos jornais 

“Total de pobres no país cresce a 54,8 milhões em 2017, afirma IBGE. Em um ano, 2 milhões de brasileiros passaram a viver com menos de R$ 406 por mês” https://www1.folha.uol.com.br .

Doze meses se passaram desde o aviso da ONU que o Brasil poderia voltar a fazer parte do”mapa da fome”, e o que foi feito a respeito? 

“Quantas calorias ingerimos diariamente? Essa tem sido uma preocupação de grande parte, principalmente das mulheres para se manter saudáveis, não é? A preocupação em geral é não ingerir mais que o necessário de acordo com o nosso biotipo e estilo de vida. Vale dieta, regime e, por aí vai. Agora, você já percebeu que existe uma imensidão de mulheres que ingerem bem menos no que o mínimo necessário, por falta de condições financeiras? Mulheres que estão abaixo da linha de pobreza.

“O Brasil pode voltar a fazer parte do mapa da fome”- manchete nos jornais dessa semana. O que significa isso? Que corremos o risco de termos mais de 5% de nossa população com alimentação composta por menos calorias diárias do que o mínimo recomendado. Mais um retrocesso? Sim, considerando que em 2014 conseguimos sair da “lista negra da fome” com “apenas” 3% do povo subalimentado. E sabem quem compõe a maioria desses “excluídos”? As mulheres. O chefe da FAO, órgão da ONU que registra o “mapa da fome“, José Graziano da Silva, diz que A cara da fome no Brasil tem hoje um perfil preciso, com nome feminino: ‘A cara da fome no Brasil é de uma mulher, de meia-idade, com muitas crianças e que vive no meio rural. Em geral, o marido migra e não a leva, resultando em grande parte no abandono da família’. Essa mulher e essas crianças precisam de apoio, elas estão com fome”.

Mas a pobreza que leva à fome, é geograficamente democrática. Ela surge em todas as regiões do país, prioritariamente nas periferias. Nas áreas mais abandonadas pelo poder público. Regiões onde prevalece a economia informal.

As pessoas que estão abaixo da linha de pobreza são os desempregados e sem ocupação formal. Hoje, temos aqui, um número cada vez maior de famílias sustentadas por mulheres. E são elas as mais prejudicadas no mercado de trabalho por discriminação de gênero, por racismo, por morarem em locais “ruins”, por terem filhos pequenos, por tanta coisa… Essas mulheres são as que mais sofrem com a pobreza extrema, com o analfabetismo, com as falhas do sistema de saúde, com os conflitos e com a violência sexual. É a feminização da pobreza. É a feminização da fome…”

 

 

 

 

Fontes:

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/12/extrema-pobreza-aumenta-no-pais-indica-ibge.shtml

https://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/471864/brasil-pode-voltar-a-fazer-parte-do-mapa-de-fome-da-onu

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/11/06/desemprego-pode-recolocar-brasil-no-mapa-da-fome-diz-lider-do-orgao-da-onu-para-alimentacao.htm

http://brasilescola.uol.com.br/brasil/fome-no-brasil.htm

 

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