QUANDO SEREMOS VISTAS COMO IGUAIS NO ESPORTE?

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QUANDO SEREMOS VISTAS COMO IGUAIS NO ESPORTE?

“Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”. Esse é o texto de um decreto-lei de 1941. Hoje já não vigora essa lei, mas a discriminação de gênero no esporte, ainda persiste. Tanto que, foi sancionada em 05 de novembro de 2018 pelo governador do Espírito Santo uma lei que determina que mulheres e homens que concorram em eventos esportivos terão direito ao mesmo valor de premiação. Querem prova maior do que a necessidade de uma lei para que proíba a discriminação de gênero no esporte? Essa lei surgiu depois que, em agosto último, quando aconteceu a terceira etapa do Circuito Nacional de Bodyboarding, em Vila Velha,((ES), a Confederação Brasileira da modalidade anunciou premiação de R$ 10 mil ao vencedor da categoria principal masculina, e somente de R$ 5 mil à ganhadora da categoria feminina. 

Essa diferenciação de gênero em premiações esportivas não é de hoje. O fim da Liga Mundial e do Grand Prix/2016 tiveram imagens emblemáticas. Os melhores jogadores das duas competições posaram ao lado de Ary Graça, presidente da Federação Internacional de Vôlei (Fivb). Em suas mãos, os cheques com a premiação deles. O detalhe: a diferença de valores. As brasileiras, 1ª colocadas no vôlei feminino, US$ 200 mil e, os brasileiros, 2º colocados no vôlei masculino, US$ 500 mil. Depois de muitas reclamações, finalmente a Liga das Nações, que substituiu a Liga Mundial e o Grand Prix, em 2018 instituiu premiação  de US$ 1 milhão “para cada gênero”.

Ex-jogadora, campeã mundial de basquete, Hortênsia

O machismo é responsável não só por situações constrangedoras, mas também pela marginalização e sub valorização de alguns esportes praticados profissionalmente, por mulheres. A ex-jogadora de basquete Hortênsia disse em entrevista à Trip News: “Quando eu comecei a jogar, o corpo de uma atleta era considerado muito masculino, diferente de hoje, quando todos vão para a academia malhar e deixar o seu corpo como o dos atletas. Teve muita discriminação, mas eu não ligo para o que os outros pensam.”

Marta

Não há como negar que vivemos em uma sociedade machista, que espera que as mulheres se encaixem apenas nos padrões pré-determinados. Quando criança, brincar de boneca e casinha. Quando adolescente, falar de garotos e maquiagem. Quando adulta, gostar de sapatos e novelas. Em nenhuma etapa da nossa vida, até hoje, naturalizaram o futebol por exemplo. Na infância, nunca ganhávamos um jogo de videogame com o tema, na adolescência não rolava convite pra fechar no time da escola, e na fase adulta acham que sentamos no bar em plena quarta-feira só para atrair homens. Será que no fundo isso não é medo das nossas Martas superarem os Neymares?

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