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EDUCAÇÃO A SERVIÇO DA IMOBILIDADE SOCIAL

“As universidades devem ficar para uma elite intelectual que não é a mesma elite econômica” afirmou o Ministro da Educação,Ricardo Vélez Rodríguez.

Ele também quer mais enxugamento do Fies (Fundo de Financiamento da Educação). Para ele, deve haver uma proximidade com o ensino técnico para que os jovens entrem mais rápido no mercado de trabalho.Por fim, o Sr. Velez afirma buscar um modelo educacional parecido com o da Alemanha.

Ricardo Vélez Rodríguez

O que o Sr. Ricardo Vélez Rodríguez entende por elite intelectual? Dizer que [no entender dele] a elite intelectual não é a mesma elite econômica, é de fazer chorar. Temos sim, nas periferias, nas classes economicamente desprivilegiadas, uma elite intelectual.Porém,invisível aos olhos da elite econômica que governa o país.

Priorizar o ensino técnico empurrando os jovens para atender uma demanda das milionárias empresas, com salários bem inferior aos graduados não é criação do Sr. Ricardo Vélez Rodríguez.Isso vem desde Getúlio Vargas.

Sobre a Alemanha, vale lembrar que após a 2ª Guerra Mundial, os Aliados fecharam as universidades alemãs, ficando o ápice do sistema educacional, o ensino técnico.Os professores universitários foram remanejados para o ensino técnico, por falta de opção. Isso fez com que eles formassem técnicos em níveis de ensino superior. Com o passar dos anos as universidades foram reabertas. As coisas mudaram. Hoje, na Alemanha, há basicamente três tipos de escolas: as Hauptschulen, as Realschulen e os Gymnasien. Nas Hauptschulen, o ensino é direcionado para o ensino técnico, nas Realschulen técnico e tecnológico, enquanto os Gymnasien preparam os alunos para frequentar a universidade. Na Alemanha, o aluno que terminou o ensino secundário e quer entrar em uma universidade precisa receber um certificado chamado Abitur. Mas o certificado só é concedido para quem estudou em uma escola do tipo Gymnasium. “E, nesse sistema, alunos que começaram na educação infantil em desvantagem em função de sua origem social têm muito mais dificuldade para conseguir abrir o leque. É como dizer para crianças pequenas que nós vamos dividi-las entre profissionais de conhecimento e pessoas que trabalham para profissionais de conhecimento, de acordo com o resultado escolar delas até os 10 anos”, afirmou Andreas Schleicher , pesquisador do departamento de Educação e Habilidades da OCDE, à http://www.revistaeducacao.com.br.

Esse é o modelo que queremos?

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