É FILHA SÓCIOAFETIVA MAS NÃO É ADOTADA. POR QUÊ?
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MULHER NÃO É ATRAÇÃO TURÍSTICA

“Uganda é bem-dotada de belas mulheres. A beleza delas é única e diversa. Por isso, decidimos usar essa beleza única e as curvas com produtos do país, ao lado da natureza, da língua e dos pratos típicos, e uma atração turística”, declarou o ministro do Turismo de Uganda, Godfrey Kiwanda em uma coletiva de imprensa, segundo a Agência France Press. Nessa ocasião, ele apresentou mulheres curvilíneas como símbolos da campanha e disse que o governo vai promover em junho, um concurso Miss Curvilínea. A vencedora será o rosto e o corpo da campanha para atrair turistas.

O nome correto desse tipo de iniciativa e turismo sexual. O turista vai não para curtir as paisagens, a cultura local, mas para usar as meninas, adolescentes, mulheres para o seu prazer sexual. O que Godfrey Kiwanda está incentivando com essa campanha é uma das mais cruéis exposições em que a mulher é vista: objeto de consumo. 

Surpreende e enoja ver um país em que as mulheres já sofrem com altos índices de estupros, incentivar e querer lucrar com o turismo sexual. Isso prova o quanto a ganância não encontra limites. Prova também que a exploração sexual vem muitas vezes escondida sob o manto de política de investimentos econômicos. Não importa se o “produto” que está se vendendo é um ser humano. 

É o patriarcado cada vez mais “eficiente” na objetificação da mulher. O pior é que não é só em Uganda que se vê a mulher como objeto de uso e prazer e lucros…

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